16
Dez
09

filmes da escola de cinema no netmovies

há algum tempo, os curtas-metragens da escola de cinema fazem parte da locadora virtual “netmovies”.
os curtas, assim como o longa ‘far west’, podem ser assistidos gratuitamente online no site. hoje, recebemos uma ótima notícia ao conversarmos com a coordenadora de marketing de lá (nomes e email apagados por segurança):

Data: Wed, 16 Dec 2009 11:32:42 -0200
De: xxx
Para: juliana@reticom.com.br
Assunto: Re: Curtas Escola de Cinema

Oi Juliana, tudo bom? Desculpe a correria!

Os vídeos da Escola de Cinema estão performando super bem,principalmente o “Era uma Vez” que está entre os 10 mais assistidos! ;)

Bjs

XXX
Coordenadora de Marketing
NetMovies Entretenimento S.A.
xxx@netmovies.com.br

parabéns aos alunos!!
ps. os curtas produzidos pelos alunos da escola de cinema podem ser vistos gratuitamente no site netmovies ou no nosso canal do youtube

05
Dez
09

Cato Alberico Ribeiro em “ribeiranas digitais”, post inaugural.

Alguns assuntos são realmente batidos. Outros dão pano pra várias mangas. Alguns são batidos, apesar de darem um paninho para algumas mangas. Alguns outros são chatos e inúteis mesmo. Temas do tipo, “Filmes digitais são inferiores aos produzidos com película?” ou “Vídeo é cinema?” enquadram-se em qual categoria?

Eu colocaria na última. Mas isso sou eu.

É óbvio que a tecnologia digital veio para ficar. A extinção da película é apenas questão de tempo. Citando Gaspar Noe em seu desconcertante Irrevérsible (que foi rodado em película… tudo bem, ninguém é perfeito), “O Tempo Destrói Tudo” (le temps détrui tout). E destrói mesmo, mas, ainda assim, muitos milhares de anos depois do desaparecimento do último homem da face da terra, ainda haverá alguns devedês e discos rígidos espalhados pelo mundo com filmes e imagens do pré-apocalipse gravados neles. As películas já nasceram póstumas.

Neste último Oscar de dourada mediocridade o grande vitorioso da noite foi o bonitinho filme dirigido pelo inglês Danny Boyle, Slumdog Millionaire. Trata-se do primeiro filme da história inteiramente rodado em digital a levar o Oscar de Melhor Filme. É um caminho sem volta: a película está morta, falta sepultá-la (parafraseando, novamente, o velho Nietzsche).

Danny Boyle e Anthony Dod Mantle no set de filmagem de Slumdog Millionaire

 Desde o início do projeto, o diretor Danny Boyle quis levar câmeras digitais para as favelas da Índia, por serem mais fáceis de manusear. “Nós começamos a usar as clássicas câmeras de filme, mas eu não gostei. Eu queria me envolver com a cidade. Eu queria ser jogado para o meio do caos o máximo possível”, diz o diretor. A câmera escolhida, já não é novidade nenhuma, foi a SI-2K Digital Cinema, da Silicon Imaging.

Já são bem conhecidos também os macetes que a produção do filme foi obrigada a criar para viabilizar o fluxo de trabalho e a captura das imagens que deveriam, claro, imediatamente serem gravadas num disco rígido. Para isso, eles colocaram notebooks Apple Mac Book Pro rodando Windows XP (para agradar a gregos e troianos) em mochilas recheadas com sacos de gelo seco para manter os computadores operando nas altas temperaturas da Índia, penduraram as mochilas nos operadores e ligaram na câmera. Simples e genial.

Mais informações sobre os tais macetes, nos seguintes links:

http://www.dvpro.com.br/noticias.asp?noticia=130

http://www.siliconimaging.com/DigitalCinema/News/PR_01_31_09_Slumdog.html (página em inglês)

Aliás, cineastas guerrilheiros do meu Brasil varonil, saibam que essa é uma ideia muito boa para ser copiada por qualquer cineasta digital. Gelo seco, mochilas e notebooks. Uma coisa, assim, meio McGyver. Morte às fitas de vídeo!

E eu sei que não há nenhuma novidade no Oscar passado. Eu sei disso. Por isso volto um pouco mais no tempo, só pra contrariar, à uma época que a tecnologia digital ainda era vista com muita desconfiança e usada-desperdiçada quase que exclusivamente para fins, digamos, experimentais. O ano é 2000 e alguém resolveu nadar contra a maré. Este alguém foi Spike Lee no seu controverso filme Bambloozed.

O filme foi quase inteiramente gravado numa câmera Mini DV Sony VX 1000. Algumas sequências foram feitas em super 16, o que fez com que as diferenças entre as duas câmeras ficassem aparentes demais (naquela época as diferenças AINDA eram aparentes… hoje em dia, porém…). O filme até que teve um orçamento razoavelmente barato para os padrões de Hollywood (U$ 10 milhões, uma pechincha!), o que aliviou o peso do filme não ter alcançado sucesso nenhum nas bilheterias. Fica o registro pelo “quase” pioneirismo. Assistam. Trata-se de um filme obrigatório em qualquer lista de cinema digital.  

Quer filmes mais novos? Que tal uma olhadinha no Sherlock Holmes de Guy Ritchie, pós-Madonna e, parece, voltando a fazer filmes que prestam.

Sherlock Holmes, assim como o supracitado Slumdog , é outro filme que usou a câmera da Silicon Imaging, a SI-2K, além da poderosa Phantom HD, que grava incríveis 1500 quadros por segundo numa resolução de 720p ou 1000 frames por segundo em 1080p de resolução, produzindo imagens fantásticas como esta aqui:

 

Para outras imagens maravilhosas produzidas pela Phantom, vai lá:

http://www.visionresearch.com/index.cfm?sector=htm/app&page=Gallery

Agora você já sabe como foram feitas as maravilhosas cenas de luta dste filme, que entra em cartaz no Brasil em janeiro de 2010.

Informações espalhadas demais? É assim mesmo. Cato Alberico Ribeiro, agente do caos. Acho melhor irmos levando assim: um assunto de cada vez, mas sem muita ordem aparente. A única regra: falar de cinema digital e cinema de guerrilha (seja lá o que isso queira dizer exatamente…).

Tchau pra quem fica.

[Cato Alberico]

01
Dez
09

montagem

certa vez, numa palestra com fernando meirelles, lher perguntaram se ele conseguia reproduzir nas telas o que estava planejado originalmente no roteiro e sua resposta foi perfeita, para ele ao se produzir um filme, são na verdade produzidos três. um no roteiro, um nas gravações e um na sala de edição, se referindo um pouco ao desapego à fase anterior tão necessário, um pouco à potencialidade de cada fase de criar e ver coisas novas no filme.

se a montagem é a única disciplina artística que surge com o cinema, ela é também uma das mais importantes para o resultado final do filme, é nela que se estabelece o ritmo do filme, a linguagem final, é nela que se exclui redundâncias, que se constrói paralelismos e se valoriza ou desvaloriza elementos do filme.

um bom montador consegue salvar um filme, salvar uma atuação mediana e fazer toda a diferença.  uma montagem, associada aos outros processos ligados à edição do filme (colorização, sonoplastia, etc) podem tornar o filme um sucesso ou um fracasso, uma obra de arte ou uma colagem de imagens aleatória.

observe-se por exemplo a sequência inicial de cidade de deus

notem como daniel rezende consegue sobrepor duas histórias, a da galinha e a do fotógrafo buscapé. note como nos primeiros instantes o público se coloca no lugar da galinha e até se identifica com ela, numa referência à população de cidade de deus colocada entre a polícia e os bandidos, entre a faca e a panela.  esta montagem, indicada ao oscar de melhor montagem, é particularmente genial e complexa por ser a primeira cena do filme, que tem também a função de apresentar as personagens.

quer estudar montagem e edição?  conheça nossos cursos da escola de cinema.

24
Nov
09

turma de out/09 grava seus primeiros curtas

1a prática de set da turma de outubro

aqui na escola de cinema é assim. os alunos aprendem cinema fazendo cinema. neste último domingo, 22/nov, dois curtas-metragens foram gravados nas instalações da escola de cinema. o primeiro “planos breves”, tratava da relação entre duas pacientes na sala de espera do médico.  o segundo, “heróis do passado” uma comédia que trata de forma divertida a convivência de um motoqueiro e de um hippie que dividem um apartamento.

como de costume, absolutamente tudo nos curtas foi realizado pelos alunos. o roteiro, a direção, a direção de fotografia, operação de câmera, produção, direção de arte.  desta vez tivemos alguns alunos ‘emprestados’ do curso avançado de atuação, o actor studio sp brasil. a partir do início das aulas de edição (nas próximas semanas), os alunos terão também a oportunidade de editar o filme que produzirem.

este foi apenas o primeiro desafio desta turma que ainda passa por duas ‘práticas de set’, com a produção de mais 3 curtas neste período. para este primeiro projeto, os roteiros não tinham diálogos (como os videoclipes) e portanto não houve gravação de áudio.  acompanhe as outras práticas da turma por este blog, deixe seus comentários ou perguntas aos alunos e aos professores da escola de cinema.

aos alunos que venceram o primeiro grande desafio do curso de forma tão tranquila e demonstraram que estão prontos para os desafios cada vez maiores que vêm por ai, parabéns!

mais fotos da prática no nosso flickr:  www.flickr.com/escoladecinema

quer saber mais sobre os cursos, sobre a escola de cinema? www.escoladecinema.com.br

13
Nov
09

cinema digital e as câmeras red

red one, cinema digital, escola de cinema

a revolucionária red one.

“a câmera é indiscutivelmente uma das invenções mais importantes… é a única ferramenta que possui a habilidade de parar o tempo, gravar a história, gerar arte, contar estórias e comunicar mensagens que transcendem línguas como nada jamais concebido.”

- Jim Jannard , fundador da red cameras.

se no universo da fotografia, as câmeras digitais já estão mais que estabelecidas, no mundo do cinema ainda há resistência à adoção de cameras digitais. esta resistência, durante muito tempo era amparada por termos como resolução, latitude de cor, e outras especificações técnicas que só confirmavam as limitações da imagem digital que mesmo o olhar destreinado percebia.

mas a luta por uma câmera digital que tivesse uma qualidade à altura da velha mídia não cessou. aos poucos, fabricantes como sony (com sua f900) e arri(com a d21) foram chegando a resultados extremamente profissionais, comparáveis à resolução de 2k atribuida à imagem de película.

no entanto foi com as câmeras red que a revolução se iniciou.  estas câmeras, criadas pelo criador dos óculos oakley, possuíam números absurdos de resolução. 4k era o termofazia toda a diferença. imaginar uma resolução que seria o dobro da película tradicional 35mm era algo que dividia opiniões e levantava muitas dúvidas. quando finalmente a ‘red one’ saiu do papel por um preço incomparavelmente baixo (se comparado aos custos de se filmar com película) e com a qualidade que demonstrou nos primeiros testes, alguns, entre eles pesos pesado da industria hollywoodiana como steven sonderbergh e peter jackson, a adotaram imediatamente.

outros nomes do cinema ainda resistem e tentam se agarrar a detalhes técnicos de percepção duvidosa e questionável, sem se lembrar que como diria césar charlone, ‘toda câmera tem problemas’, o que conta na red é o custo benefício.

não é preciso dizer que a red se tornou uma febre, tudo passou a ser gravado com ela, de publicidade, programas de tv, videoclipes, filmes como ‘che’, ‘gamer’, ‘jumpers’, ‘o procurado’. os resultados são incríveis a ponto de se misturar a imagem com a película e ser impossível notar onde se usou uma, onde se usou outra câmera.

não bastando esta pequena revolução, a red anunciou mais dois modelos: a scarlet e a epic. mais tarde, estes dois novos modelos se tornaram ‘cérebros’, peças para que possamos montar uma câmera a nosso gosto… um lego para gente grande. o impressionante é que um desses ‘cérebros’ chega a proporcionar esmagadores 28k de resolução. nem sei se é possível comparar isto a algo. imagine que os blu-ray, já com uma resolução incrível, possuem pouco menos de 2K. os 28K estão bem fora do que podemos imaginar. mas isso ainda não tem data para acontecer.

red epic

red epic em sua configuração de máquina fotográfica.

e agora, a novidade aos amantes e aficionados pelo cinema pixelizado, uma novidade! no dia 30 de outubro de 2009 foram anunciados os protótipos da epic-xs35, câmera que se tornará disponível em breve para aqueles que possuem a red one (como troca, pagando a diferença, claro) e que gravará sinal de vídeo digital com uma resolução de 5K em até 100 frames por segundo. o post dos desenvolveres incluem fotos de protótipos de câmeras que servirão tanto para fotos still quanto para gravação de vídeo (isso são boas novas também para os fotógrafos still!). além de fotos de partes da câmera desmontada, aonde podemos ver o imenso sensor e outros componentes internos. também há uma bela foto de um protótipo já montado e pintado de preto (os outros ainda estão sem pinturas, na cor prata).

enfim, aqui esperamos por mais novidades do mundo digital e torcemos para que a RED continue desenvolvendo duas idéias que deixam o conceito de tornar a obsolescencia obsoleta.

 

***quer conhecer de perto as câmeras red? a escola de cinema é a primeira escola do brasil a oferecer workshops regulares com estas câmeras. saiba mais em http://www.escoladecinema.com.br/cursos_fotografia.html

10
Nov
09

vem aí adobe cs5

adobe cs5

os últimos anos têm sido revolucionários para a produção cinematográfica em vários sentidos. seja pela expansão e evolução do uso de tecnologias digitais nas câmeras (é cada vez mais consensual que cinema em feito em película está com seus dias contados), seja pela adoção de “defeitos” da imagem como parte da linguagem cinematográfica, seja pelo acesso cada dia mais simplificado a ferramentas de edição.

neste último quesito, destacam-se duas ferramentas que vêm tornando a edição em todas as suas vertentes (montagem, colorização, efeitos visuais, animação, edição de áudio, etc.) cada vez mais acessíveis. estamos falando do pacote ‘adobe creative suite’ e do pacote exclusivo para macs ‘final cut studio’.  estes dois pacotes têm a característica de ao mesmo tempo integrarem funcionalidades e aspectos da finalização de um filme de forma acessível e exigirem máquinas relativamente acessíveis, tornando o processo de edição cada vez mais viável para o cinema independente.

a adobe adota como padrão lançar pacotes com vários softwares padrões de mercado como o ‘photoshop’ ou o ‘acrobat’ integrados a todos os seus softwares de criação como é o caso do ‘premiere’ ou o ‘after effects’. agora a adobe acaba de dar uma primeira visão do que está previsto para a nova versão de seu ‘creative suite’, o cs5, previsto para 2010.

em conferência para desenvolvedores, giles baker, gerente do grupo de produtos de workflows de edição da adobe revelou algumas das novidades que se pode esperar do novo pacote cs5:

- integração com outras plataformas incluindo o concorrente da apple “final cut”

- workflow otimizado para câmeras que utilizam formato ‘raw’ e com uso de hds e detrimento de mídias magnéticas(câmeras como red one, si2k, arri d21 e outras). algumas destas funcionalidades foram desenvolvidas em conjunto com os fabricantes das câmeras, como é o caso da red.

estas mudanças ainda parecem tímidas, ainda mais se lembrarmos que a versão atual de seu principal concorrente, o final cut studio, já oferece suporte a estas funcionalidades… é esperar para ver. a adobe ainda não tem data prevista para o lançamento, mas as apostas estão para algo como abril de 2010.

quer saber mais sobre o cs5? http://cs5.org, http://my.adobe.acrobat.com/p80442264/

quer aprender edição para cinema? http://www.escoladecinema.com.br

06
Nov
09

blog da escola de cinema de volta!

está de volta o blog da escola de cinema. tecnologia, cinema digital, opinião, tudo por quem faz e ensina cinema intensivamente. em muito breve. dúvidas sobre os cursos da escola de cinema? http://www.escoladecinema.com.br




Escola de Cinema

cinema digital. aprenda cinema com quem faz cinema. venha estudar com os realizadores do filme 'sem fio'. primeiro curso a oferecer workshops regulares com a revolucionária câmera red one.